Alternativa ao saco de água quente

Gato gordo

Num dia frio de inverno em plena vila da Azaruja, o Joaquim chega à loja do Manuel e diz: “Bom dia, Maneli, quero um desses sacos de borracha onde se deita água quente e que serve para aqueceri a cama e manter os pés quentinhos”. Reponde o comerciante: “Que azari, Jaquim, hoje de manhã vendi a última à Ti’ Maria”. Desesperado pergunta o cliente: “ E o que é que eu faço com este frio do diabo que faz à nôte?”. O Manuel tenta ajudar dizendo: “Fica tranquilo, eu empresto-te o mê gato. Ele é gordinho, e tu podes colocari nos pés na hora de deitari, e vais veri como ele te vai aqueceri a nôte toda. Na próxima terça-fêra chegam os sacos de água quente, vens comprar um e devolves-me o gato”. O Joaquim agradece e lá leva o gato para resolver o problema do frio. No dia seguinte, volta com a cara toda arranhada e diz ao comerciante: “Manel, vim devolver-te a porcaria do gato! Olha bem como é que esse sacana me deixou!”. O Manel não quer acreditar no que os seus olhos veem, questionando: “Mas como? O que é que aconteceu? Ele é tão manso!”. Responde o cliente: “Manso, uma porra! Quando lhe enfiei o funil no rabo, ele até aguentou bem, mas quando comecei a deitar-lhe a água quente, ele ficou uma fera e arranhou-me todo!”.

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